ANO VI – N° 310 – RIBEIRÃO PRETO/SP

Etanol: Brasilcom defende o combate às fraudes no etanol
Durante a 9ª Conferência Nova Cana, o presidente da Brasilcom defendeu que o combate às fraudes no mercado de etanol deve alcançar tanto usinas quanto distribuidoras envolvidas em práticas ilícitas para obter vantagens.
“Como todas as boas famílias, nós temos bons e maus distribuidores, temos boas e más usinas que estão envolvidas nesse conluio”, afirmou.
Para ele, uma das medidas mais eficazes seria a implantação, o mais rápido possível, da monofasia tributária no etanol, a exemplo do que já ocorre com a gasolina e o diesel. Segundo o executivo, a dimensão das fraudes exige uma resposta rápida, sem a necessidade de aguardar todo o calendário de implementação da reforma tributária.
Fonte: https://www.moneytimes.com.br/ha-boas-e-mas-distribuidoras-assim-como-usinas-brasilcom-cobra-combate-as-fraudes-no-etanol-para-ampliar-consumo/ – 28/09/2026.
ANP irá revisar regras de controle de qualidade dos combustíveis
A ANP está recebendo sugestões para subsidiar uma revisão da Resolução ANP 898/2022 que trata das obrigações de postos de combustíveis quanto ao controle de qualidade dos combustíveis líquidos.
O órgão planeja ampliar as obrigações de controle de qualidade para o TRR (Transportador Revendedor Retalhista) e para o PA (Ponto de Abastecimento).
A seguir o link para quem estiver interessado em contribuir (estará disponível ao público até 12/10/2026):
Fonte da notícia: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/anp-debate-normas-de-controle-de-qualidade-dos-combustiveis-em-workshop – 02/10/2026.
É importante destacar que já existe uma obrigação específica de controle e registro da drenagem dos tanques de óleo diesel, estabelecida pela Resolução ANP nº 968/2024 (drenagem periódica e registro dos resultados em planilha).
A discussão atual propõe revisar procedimentos de controle da qualidade dos combustíveis automotivos líquidos (todos).
Curiosidade: etanol de milho
Segundo a UNEM (União Nacional do Etanol de Milho), o etanol de milho já responde atualmente por cerca de 30% da produção nacional, enquanto o de cana representa aproximadamente 70%. A expectativa é que a participação do milho continue crescendo e possa chegar a 45% nos próximos dez anos.
O etanol de milho começou a ganhar espaço no Brasil a partir de 2017 e vem ampliando sua participação no mercado. Apesar das diferenças entre as matérias-primas, o produto final é o mesmo: etanol.
As principais diferenças estão relacionadas aos custos de produção, à disponibilidade das matérias-primas e à estrutura de cada unidade produtora. Também ganham espaço as chamadas usinas flex, que têm capacidade para processar tanto milho quanto cana e podem direcionar a produção de acordo com o seu interesse.
Além de ampliar as alternativas para a produção de etanol, o milho pode contribuir para aumentar a oferta do biocombustível destinado à produção de combustível sustentável de aviação (SAF). O etanol é uma das matérias-primas que podem ser utilizadas na produção de SAF.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/agricultura/etanol-de-milho-pode-chegar-a-45-da-producao-em-dez-anos-diz-unem/ – 04/10/2026.
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