ANO V – N° 290 – RIBEIRÃO PRETO/SP

Navios parados no Estreito de Ormuz
Desde o começo da guerra entre os EUA e o Irã, há mais de dois meses, navios que foram impedidos de cruzar o Estreito de Ormuz (devido ao bloqueio), continuam presos na região, buscando alguma oportunidade para sair de lá.
São cerca de 1.600 navios de diversas companhias de transporte marítimo parados. Pelo local transitam 120 navios por dia, em tempos normais.
20% do suprimento mundial de petróleo passam pelo Estreito de Ormuz e com sua passagem fechada o suprimento vai se acumulando a cada dia, causando aumento no preço e escassez mundo afora.
Desde o início do bloqueio houve liberação de passagem para um certo número de navios, mas em casos e situações específicas. A maior parte continua parada. Nesse período também mais de 30 navios foram atingidos por mísseis, resultando em 10 mortes e vários feridos.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/1-600-navios-continuam-presos-no-estreito-de-ormuz-entenda-situacao/ – 07/05/2026.
Torcemos para que o conflito chegue logo ao fim e que as coisas comecem a voltar à normalidade.
Cancelada a reunião para oficializar os 32% de anidro
Dias atrás o governo anunciou sua decisão de aumentar de 30% para 32% a mistura de etanol anidro na gasolina (E32). No entanto, este aumento seria oficializado em uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que estava agendada para o dia 07/05/2026, o que não ocorreu.
A reunião foi cancelada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e a nova data chegou a ser cogitada para 11/05/2026, mas também não foi confirmada.
O setor aguarda novos desdobramentos a respeito deste tema.
Fonte: https://eixos.com.br/newsletters/comece-seu-dia/cancelada-reuniao-do-cnpe-que-ia-debater-aumento-na-mistura-de-etanol-prometida-por-lula/ – 08/05/2026.
Indústria automobilística questiona a mistura de 32%
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) e o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), enviaram dias atrás uma carta ao MME (Ministério de Minas e Energia), pedindo que a iniciativa de aumentar para 32% a mistura de etanol na gasolina passe por mais discussões antes de ser efetivada.
A elevação da mistura é defendida pelo governo e pelo setor produtor tendo em vista a redução da dependência de combustível fóssil e pelo momento crítico em relação a volatilidade no preço e fornecimento do petróleo. Além dos ganhos ambientais com menos gases poluentes emitidos na atmosfera.
Por outro lado, a indústria automobilística alerta para questões técnicas, porque parte da frota circulante não foi desenvolvida considerando teores elevados de biocombustível na gasolina, em especial o grande número de motocicletas movidas a gasolina.
Existem critérios técnicos que devem ser respeitados:
– Os testes de viabilidade técnica devem atingir 2 pontos percentuais acima da mistura desejada, tal como realizado anteriormente pelo Instituto Mauá, quando os testes foram aprovados para 32% de mistura, mas se buscava aprovação para o uso de 30%. O próprio MME confirma que os testes não passaram dos 32%.
– Para a nova mistura de 32% os testes de viabilidade técnica devem alcançar 34% de sucesso, obedecendo o critério de 2 pontos percentuais acima do desejado. Esta parte não aconteceu e não acontecerá de um dia para o outro, leva meses.
No documento, as instituições apoiam o uso da mistura de etanol na gasolina, mas afirmam que “teores acima de 30% trazem desafios de engenharia que demandam validação rigorosa”.
Fontes:
https://www.autodata.com.br/noticias/2026/05/04/industria-pede-cautela-com-o-aumento-do-etanol-na-gasolina/103002/ – 04/05/2026.
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