ANO V – N° 283 – RIBEIRÃO PRETO/SP

ANP avalia que o Brasil está em “situação excepcional de risco”
Com a guerra entre o Irã e os EUA, a importação de combustíveis ficou prejudicada. Caiu quase 60% o volume de importação nesse mês (até 17/03), em relação ao mesmo período de 2025.
Brasil importa cerca de 30% de diesel e cerca de 10% de gasolina para suprir o mercado interno.
Postos que compram mais o combustível importado passaram a buscar fornecedores que trabalham com produtos majoritariamente nacionais. Como as cias em momentos críticos tendem a dar preferência ao cliente com contrato ou cliente fidelizado, a percepção de falta de combustíveis em algumas localidades vem se tornando cada vez maior.
A Petrobras reduziu o volume dos pedidos com as distribuidoras em março/26 e fez leilão dos produtos com preços maiores para entrega em abril. Algumas distribuidoras alertaram o governo sobre o grande risco de falta de combustíveis no país.
Segundo a ANP, a Petrobras tem produto em estoque, porém, é preciso fazer chegar à ponta (distribuidora e postos).
Como em qualquer mercado, a escassez leva ao aumento de preço.
A ANP está intervindo junto à Petrobras para que ofereça produtos em leilões e autorizou o uso de estoques regulatórios nas mãos de refinarias e de algumas distribuidoras, para que o produto chegue na ponta.
Já o setor privado (importadores e distribuidores) defende que a situação só vai melhorar quando a diferença de preço do produto importado para o nacional for reduzida. A diferença de preço inibe a importação, pois há o risco de trazer os produtos e não conseguir vender por conta do alto preço.
A Petrobras se defende e afirma que está entregando todo o volume produzido e que suas refinarias estão operando em capacidade máxima.
Fonte: Folha de São Paulo, por Fecombustíveis https://www.fecombustiveis.org.br/noticia/importacao-de-combustivel-despenca-e-anp-ve-eapossituacao-excepcional-de-riscoeapos/263983 – 23/03/2023.
A cotação internacional da gasolina está R$1,61 acima do preço da Petrobras e a cotação internacional do diesel está R$ 3,09 acima do preço da Petrobras (fonte: Abicom, 23/03/2026).
Mesmo optando pela importação com o preço atual, não há nenhuma garantia de que o produto chegue de fato ao Brasil, devido aos problemas logísticos e a atuação da concorrência (outros mercados compradores). O problema coincide com a colheita da safra 2025/2026, período em que a demanda por diesel aumenta.
Greve dos caminhoneiros
Algumas entidades que representam os caminhoneiros se manifestaram no dia 20/03/2026 sobre a suspensão da paralisação por 07 dias, para que as autoridades possam analisar as pautas. Se não chegar a um consenso neste prazo a greve acontecerá.
No último dia 20/03 representantes se reuniram em Santos para discutir a greve e assim foi estabelecido o prazo de 7 dias.
Ficou para essa semana a realização de uma reunião entre representantes dos caminhoneiros e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/caminhoneiros-dao-7-dias-para-governo-apresentar-solucoes-para-frete-e-diesel-1.1699439 – 21/03/2026.
Placa informativa sobre preço do diesel (nova obrigação)
O Decreto 12.876/2026 cria uma nova obrigação para os postos revendedores:
– Exibição de placa em local visível ao consumidor contendo informações sobre os benefícios concedidos sobre o diesel (Subvenção e Redução de PIS/PASEP/COFINS).
O decreto foi publicado no dia 12/03/2026 e passa a valer de imediato.
Link para acessar o Decreto 12.876/2026: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/decreto/D12876.htm
Link para acessar o modelo da placa, conforme ANP: https://www.galaxcms.com.br/imgs_redactor/3188/files/Modelo%20Placa%20Decreto%2012876-26.pdf
Fonte: https://www.fecombustiveis.org.br/noticia/revenda-devera-cumprir-exibicao-da-placa-do-decreto-12876-2026/263926 – 18/03/2026.
Para maiores esclarecimentos, busque ajuda no seu sindicato ou junto ao seu suporte técnico para temas normativos.
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