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Boletim Redepetro | ATTIS – 02/03/2026

ANO V – N° 282 – RIBEIRÃO PRETO/SP

Nova mistura de biodiesel no óleo diesel (16%)

Conforme a legislação vigente, está prevista para março/2026 a nova mistura de biodiesel no óleo diesel, mistura esta que passaria de 15% (vigente desde agosto/2025) para 16%.

Para tanto, é necessário que o governo federal autorize essa mudança, bem como a data de início. O governo pode avaliar e determinar o melhor momento.

Os parlamentares ligados aos produtores de biodiesel (a Frente Parlamentar do Biodiesel) estão cobrando uma posição do governo.

Há uma disputa de argumentos de ambos os lados, mas por enquanto segue a mistura de 15% até que o governo publique qualquer mudança.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/frente-do-biodiesel-cobra/  –  12/02/2026.

Biodiesel: limitação tecnológica e os problemas técnicos

De acordo com Camila Bezerra, especialista em manutenção automotiva da Force MotorSport, a principal mudança percebida nas oficinas está relacionada à estabilidade do combustível ao longo do tempo: a partir de 30 dias, começa a perder propriedades, absorver água e sedimentar dentro do tanque.

Afirmou que o Brasil utiliza um biodiesel de 1ª geração, enquanto que outros países já trabalham com biodiesel de 3ª geração (composição diferente que oferece maior estabilidade ao longo do tempo).

O biodiesel brasileiro favorece o crescimento de bactérias e a formação de resíduos (massa, borra). Esse material avança do tanque para o filtro, alcança sensores, bomba de alta pressão, flauta e bicos injetores, comprometendo o funcionamento do motor.

Consequências mais comuns: travamento de bicos injetores, falhas de lubrificação e aumento da carbonização interna.

Neste cenário, a especialista recomenda as seguintes práticas:

– Uso regular de bactericidas (aplicar no tanque cheio e deixar agir),

– Instalação de pré-filtro de combustível,

– Abastecimento em postos com alta rotatividade,

– Inspeções periódicas do sistema de injeção. 

Fonte: https://omecanico.com.br/biodiesel-pode-aumentar-falhas-em-sistemas-de-injecao-e-acelera-desgaste-de-motores-alerta-especialista/ – 25/02/2026.

Entidades ligadas ao setor de combustíveis, tanto do lado do fornecimento, quanto do lado do consumo, já fizeram diversos apelos ao governo para exigir dos produtores de biodiesel melhorias na composição do produto antes de autorizar o avanço no aumento do percentual da mistura.

Com essa informação de que outros países já trabalham com biodiesel de 3ª geração (tecnologia superior), esperamos que as autoridades estejam cientes disto e que busquem esse avanço também para o produto nacional.

Etanol: o novo preferido das usinase

Pela primeira vez o etanol está remunerando mais a usina do que o açúcar e se torna o grande protagonista da safra 2026/2027, obrigando as usinas a mudarem o mix de produção.

Normalmente o açúcar apresenta margens mais elevadas, mas em 2026 o etanol hidratado está remunerando o usineiro 30% a mais do que o açúcar.

Diante deste fenômeno inédito a tendência é de que as usinas priorizem o etanol hidratado e anidro, ao invés do açúcar. E no caso do etanol anidro, este já estava com a projeção de demanda ampliada, devido ao aumento da mistura na gasolina que passou de 27% para 30% (E30) em agosto/2025.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/luciana-franco/agro/etanol-redesenha-estrategias-das-usinas-na-safra-26-27/  –  25/02/2026.


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